sexta-feira, 6 de maio de 2011

ANTES QUE O TEMPO DESTRUA A LEMBRANÇA



ANTES QUE O TEMPO DESTRUA A LEMBRANÇA







Bartholomeu Theotônio de Medeiros, nasceu em Santa Luzia do Sabugy em 18 de fevereiro de 1918. Filho de Manuel Emiliano de Medeiros e Luzia Dalila Araújo de Medeiros, e foi criado por seus tios: Francisco Leandro de Medeiros, irmão de seu pai, e Gertrudes de Jesus Araújo Medeiros, irmã de sua mãe. Casou com Criseudes Nóbrega de Medeiros com quem teve dez filhos.


Atuou, durante muito tempo, como rábula, na cidade de Santa Luzia. Conciliou pendências e defendeu direitos. Nunca acusou ninguém.


Por sua facilidade em expressar-se e escrever bem, quase sempre era escolhido, para saudar alguém aqui e fazer um discurso ali.


O conteúdo deste livro faz referência a fatos que contribuíram para o desenvolvimento da cidade de Santa Luzia, como a fundação de Escolas, Clubes de Futebol, Igrejas e outros que extrapolam os nossos limites.


O autor faz referências a pessoas conhecidas, amigos, familiares, como também ficará sabedor de fatos atinentes ao desenvolvimento da nossa cidade e de alguns outros que tiveram influência na história do nosso pais.



Neste livro, o autor registra dados históricos do começo, vila e cidade, famílias e desenvolvimento.


Fatos vivenciados ao longo de sua vida, outros colhidos aleatoriamente da memória e resgatados de escritos cuidadosamente guardados.


Nos cinco primeiros capítulos, o autor transcreve relatos de figuras que, pela sua singularidade e grandeza, merecem ser homenageadas.


Nos capítulos seguintes, relatos de sua memória e documentados em fotos como: Chegada da Luz Elétrica com a instalação da Usina de Beneficiamento de Algodão da Firma Pinto Alves & Cia, Banda de Música e seu Histórico. Esportes com a fundação do Sabugy e do Borborema Futebol Clube, Primeiros Campos (locais) de futebol e fotos de nossos primeiros jogadores. Inauguração do campo com o empate entre Sabugy e uma representação de Caicó - RN. O pronunciamento que o autor fez, quando o Sabugy jogou contra o Ibis de Cajazeiras.

Outros fatos que o autor cita sobre a cidade de Santa Luzia, está a Feira de Gado, o Aquartelamento do 29º BC na Revolução de 30, além de fotos da arregimentação de voluntários à causa da revolução.

Pronunciamentos feitos em algumas oportunidades como: Aposição do retrato do Dr. Silvino Cabral da Nóbrega (Dr. Nino), homenagens a Frei Damião e à chegada da imagem de Santa Luzia em 1970 (restauração) e algumas poesias.


Autor: Bartolomeu Theotônio de Medeiros

Capa: Flávio Tavares e Roosevelt Wanderley

Gráfica e Editora Mangabeira Ltda. João Pessoa - PB, 2008.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"SANTA LUZIA - A TERRA DOS PRACINHAS"




"Santa Luzia - Terra dos Pracinhas"


Com esse slogan, um grupo de cidadãos de Santa Luzia vem articulando o resgate da memória dos seus filhos. Combatentes e Pracinhas que por ocasião da Segunda Guerra Mundial (1942 - 1945) integraram as fileiras da Força Expedicionária Brasileira - FEB, dentro e fora do território Nacional. A Santa Luzia do Sabugi de então era acrescida dos Municípios de Junco do Seridó, São José do Sabugi, São Mamede e Várzea.


O número de combatentes de Santa Luzia do Sabugi que participaram desse episódio foi de 28 homens, proporcionalmente o maior contingente em relação a outras cidades brasileiras. Esse fato histórico, um motivo de muito orgulho para todos nós, notabilizou nossa cidade perante o Estado da Paraíba, a Nação Brasileira e o mundo como "A Terra dos Pracinhas".






Maquete do monumento aos Pracinhas.



Projeto de Aderaldo Ferreira



Convidamos a todos os cidadãos de Santa Luzia, e demais municípios integrantes do atual território compreendido pelo Vale do Sabugi - Junco do Seridó, São José do Sabugi, São Mamede e Várzea a participarem dessa empreitada, seja individualmente e/ou através das suas instituições.


Participe desta ideia! Juntos seremos sempre fortes!


Texto: Paulo M. Ferreira Araújo - ONG. Café Cultural Santa Luzia.


Membro da Comissão Organizadora - Santa Luzia, 23/04/2011







quarta-feira, 20 de abril de 2011

Homenagem ao Amigo Arthur





Parabenizando Manoel Luiz da Costa, mas conecido por Arthur



Arthur completou 89 anos nesse mês de abril de 2009.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Conversa de Doido




Conversa de Doido






Transcrição da conversa entre André e Matheus (netos de Mário Ferreira) no Facebook.



Foto 1 - André



Foto 2 - Matheus









André - opa!!! Cadê tu?



Matheus - fui levar o lixo lá embaixo.

André - será?

Matheus - minha mãe me obrigou

André - mainha tá aí??? Viva!

Matheus - a Jéssica não sabia que era você

André - mas quem é Jéssica? Irmã de Aline???

Matheus - quem é Aline???

André - cacilds! Estou falando com Matheus? Esse Facebook ta dando pau. Se não for Matheus, perdão pelo chat acima, identififique-se!

Matheus - sou eu mesmo

André - duvido. O que ocorreu 2° feira passada?

Matheus - sei lá

André - pois bem, num é Matheus. Ufa.

Matheus - é eu.

André - calma lá. Sua mãe é Adel?

Matheus - sim.

André - HAHAHAHAHAHAHA MATHEUS!!! Meu primo!!! tava confundindo com nosso outro primo Matheus também. Agora faz sentido!

Matheus - pois é

André - Jéssica sua irmã!!! Hehehehe. Meu Deus. Isso que dá num colocar foto de rosto no facebook. Eu achei que era o outro!

Matheus - nun quero

André - tá certo. E aí, tudo bem?

Matheus - tá

André - já chegou da escola??? Que horas são aí?

Matheus - faz tempo

André - que delícia! E Jéssica, cadê ela?

Matheus - estudo de manhã, já é noite. A Jéssica ta jantando, minha mãe tá mandando eu ir jantar.

André - mande um beijo pra ela! E vá jantar!

Matheus - depois agente conversa de novo.

André - tá.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ORIGEM DA FAMÍLIA AMÂNCIO


A ORIGEM DA FAMÍLIA AMÂNCIO

O NOSSO LIVRO


Ao escrever esse livro, não houve a intenção de fazer uma obra literária, mas deixar para os descendentes, a origem da família Amâncio.

José Amâncio de Lima, cidadão honrado, pai exemplar. Previdente que era, sentindo que a sociedade tendia a se transformar no mundo da indiferença em que vivemos, quis deixar para seus filhos um estimulo - que não desaparecessem entre os seus laços de amizade que unem as famílias de uma mesma origem. Acredito ter esse seu maior objetivo.

Homem sábio, dedicado à boa leitura, sentia preocupação com a sociedade, idealizava uma forma mais justa de administrar a nação brasileira. Certa vez, ele me disse: - Inacinha, o Comunismo, no seu verdadeiro sentido, é a forma mais justa de governar. Jesus Cristo foi comunista.

Não foi um excêntrico, seu Zé Amâncio. Prestou ajuda a vários estudantes, facilitou meios de vida para amigos mais pobres, abriu caminho para os transportes coletivos em Santa Luzia, acolheu muitos em sua casa, de forma modesta, sem vanglória.


Prefacio de Inácia Meira.



Escrito por: José Amâncio de Lima e Maria de Lourdes Lima da Nóbrega


Impresso nas Oficinas Gráficas da A União - Sup. de Imprensa e Editora.

João Pessoa - Paraíba - 1996

domingo, 3 de abril de 2011

O dia do Juízo Final da rua de baixo

O dia do Juízo Final da rua de baixo


Uma das fotos que vi no blog e que me emocionou foi a antiga delegacia de polícia porque ficava em frente da casa em que morei desde a infância até a adolescência quando saí para estudar fora. A partir de então embora continuasse sendo meu domicílio, somente morava aí nas férias escolares e, por fim, menos de dois anos entre 1964/65. Depois das últimas férias em 1968, quando voltei tudo aquilo havia desaparecido. A estrada (BR-230) passou em cima. Como na interpretação dos Demônios da Garoa de Saudosa Maloca, "É o progresso".

Pois bem, a foto me fez lembrar da Rua de Baixo, meu primeiro mundo. Tão pequeno que sou capaz de listar casa por casa com seus respectivos moradores. Aí vivi muitas experiência, umas boas outras nem tanto. Algumas tristes, outras muito engraçadas, como a que a seguir o relato.

Numa manhã dos anos cinquenta um soldado de polícia que acabara de fazer uma compra na bodega do meu pai, ao sair, pára no meio da calçada e olhando pro céu exclama: "Seu Zé venha ver uma coisa!" Sigo meu pai e juntos vemos três listas simétricas, mais parecendo tubos, de uma fumaça branca, que começava no horizonte ao norte e, numa rapidez incrível, avançavam na direção sul. De repente todos os moradores da rua de baixo olhavam aquela coisa estranha, atônitos e sem conseguirem entender o que se passava. Eram várias as opiniões e cada instante chegava alguém com explicações ouvida de outrem. Nada, porém conclusivo e aceito pelos presentes. Não sei precisar que idade eu tinha, mas, talvez não passasse de sete anos e assistia a tudo entre estupefado e assustado.

Muitas foram as especulações que ouvi, mas apenas uma informação que alguém com um binóculo, conseguira identificar algo como um "cata vento" (hélice) que girava em alta velocidade deixando atrás de si um rolo de fumaça. Entretanto, a informação mais chocante para minha pueril inocência foi dada por um rapaz de uns dezoito anos vindo da direção da casa paroquial: "Padre Andrade disse que pode ir ao cemitério que todos os defuntos estão sentados em cima de suas covas".

Era o juízo final!

Levou algum tempo até que alguém mais informado esclarecesse que se tratava de aviões a jato, oriundos da Base Aérea de Natal. Por muitos meses seguintes repetiram-se casos de desespero de homens e mulheres moradores de casas isoladas no campo que choraram e rezaram implorando a Deus o perdão dos seus pecados por ter chegado a hora do fim do mundo. Não faltaram também estórias de confissões de adulteras implorando o perdão aos maridos.



Miguel Romualdo Medeiros - Recife, 30/03/2011.

segunda-feira, 21 de março de 2011

João Azedo

João Azedo

O ano de 1917 foi seco na região do Quipauá, porém, já no mês de maio foi bom de chuva, principalmente nas cabeceiras dos rios e os mesmos desceram com água.

Na Cacimba da Velha, esse aguaceiro foi uma redenção, deu muita lavoura de vazante, uma produtividade acima do normal.

Houve tanta melancia e jerimum, que não se dava vencimento, faziam montes de jerimum em baixo das árvores, davam as pessoas, engordavam porcos, era uma beleza de fartura.

João Tomaz um morador de lá, apelidado de de João Azedo, devido ao seu mau génio, pois só vivia de mau humor, vinha um belo dia com uma carga dessas frutas em direção a rua, atravessando pela vazante - Sítio do Cel. Quinca Berto - caminho da cacimba da velha para a rua, quando encontrou Berto Medeiros que lhe perguntou:

- Então João, diz que lá tem muita fartura?

Ao que ele responde, é verdade seu Berto, só não tem mais por causa do papacêbo que estão estragando muito - papacêbo, é uma pequena ave das pernas muito finas - João Azedo, muito ferino, não gostava dos Medeiros e papacêbo era o apelido dos membros da família Medeiros, em razão de terem as pernas muito finas, herança dos Garcia, seus ancestrais.

Berto deu uma popa, quis revidar, mas sabendo como João era - o apelido dizia tudo - deixou para lá.