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quarta-feira, 3 de julho de 2013

A EVOLUÇÃO DOS DITOS POPULARES

Com o passar dos tempos os ditos populares também vão evoluindo. Um bom exemplo para isso é esse aqui.

- Quem semeia vento, colhe tempestade.

Agora já pode-se dizer:

- Quem semeia vento, colhe energia eólica.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Curta e Boa

No Tempo dos Jornais Impresso em Tipográfo


No tempo em que a redação de jornal escrevia a materia em máquina de datilográfia e os jornais eram impressos pelo tipografo, de vez em quando o pessoal da gráfica acrescentava ou suprimia uma letra do texto e, na manhã seguinte, os leitores eram presenteados com manchetes como "Peido da primeira dama provoca bate-boca na assembléia".

Mas, na verdade, a primeira dama era uma discreta senhora, educadisssma, até passava a impressão de que jamais soltara uma flatulência.

E o que havia provocado um reboliço no legislativo fora um pedido do qual um estratégico "D" sumira.

Carmélio Reynaldo Ferreira

domingo, 12 de junho de 2011

O QUE ESTÁ FALTANDO NO TEXTO?

O QUE ESTÁ FALTANDO NO TEXTO ABAIXO?





Ilustração


Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer de tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isso fosse mero ovo de Colombo.


Desde que se tente sem se pôr inibido pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.


Trechos difíceis se resolvem com sinónimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", o mesmo que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.


Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objetivo escolhido, sem impedimento. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?


Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messes de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisne e de condores.


Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.




Mário Ferreira e o búfalo

(montagem no photoshop)


Descobriu?


Então aqui vai a resposta...


Não tem a letra "A" em nenhum lugar do texto!



OBS: Desconheço o autor.



Montagem no photoshop: Francisco Roberto Ferreira