Parabenizando Manoel Luiz da Costa, mas conecido por Arthur
Arthur completou 89 anos nesse mês de abril de 2009.
Prezado Amigo(a): Seja muito Bem-Vindo a este Blog. A proposta é manter aqui um espaço eclético no qual tratarei de publicar meus contos, referentes a meu rinção Santa Luzia, falar da sua história, e comentários sobre publicações dos escritores dessa cidade que tanto admiro. Faça seus comentários, através da página do Blog ou, ainda, pelo e-mail marioferreira5689@gmail.com
Parabenizando Manoel Luiz da Costa, mas conecido por Arthur
Arthur completou 89 anos nesse mês de abril de 2009.

Uma das fotos que vi no blog e que me emocionou foi a antiga delegacia de polícia porque ficava em frente da casa em que morei desde a infância até a adolescência quando saí para estudar fora. A partir de então embora continuasse sendo meu domicílio, somente morava aí nas férias escolares e, por fim, menos de dois anos entre 1964/65. Depois das últimas férias em 1968, quando voltei tudo aquilo havia desaparecido. A estrada (BR-230) passou em cima. Como na interpretação dos Demônios da Garoa de Saudosa Maloca, "É o progresso".O ano de 1917 foi seco na região do Quipauá, porém, já no mês de maio foi bom de chuva, principalmente nas cabeceiras dos rios e os mesmos desceram com água.
Na Cacimba da Velha, esse aguaceiro foi uma redenção, deu muita lavoura de vazante, uma produtividade acima do normal.
Houve tanta melancia e jerimum, que não se dava vencimento, faziam montes de jerimum em baixo das árvores, davam as pessoas, engordavam porcos, era uma beleza de fartura.
João Tomaz um morador de lá, apelidado de de João Azedo, devido ao seu mau génio, pois só vivia de mau humor, vinha um belo dia com uma carga dessas frutas em direção a rua, atravessando pela vazante - Sítio do Cel. Quinca Berto - caminho da cacimba da velha para a rua, quando encontrou Berto Medeiros que lhe perguntou:
- Então João, diz que lá tem muita fartura?
Ao que ele responde, é verdade seu Berto, só não tem mais por causa do papacêbo que estão estragando muito - papacêbo, é uma pequena ave das pernas muito finas - João Azedo, muito ferino, não gostava dos Medeiros e papacêbo era o apelido dos membros da família Medeiros, em razão de terem as pernas muito finas, herança dos Garcia, seus ancestrais.
Berto deu uma popa, quis revidar, mas sabendo como João era - o apelido dizia tudo - deixou para lá.
