segunda-feira, 27 de junho de 2011

Aposição da imagem de Santo Agostinho

Aposição da imagem de Santo Agostinho (parte I)



Gruta de Santo Agostinho, sítio Tapuio, Santa Luzia, Paraíba



A descoberta
(Quando Amauri ficou preso na fenda ao tentar entrar na gruta, semana Santa de 2004).

A exploração (Rafael explorando a gruta, semana Santa de 2004)

Preparativos da procissão

Saída da procissão para a gruta

Reynaldo, Mário Ferreira e Maristela

Imagem em argila cozida

Reynaldo Ferreira e Marco Ferreira

Amauri Aquino e Rafael Ferreira

Altar de Santo Agostinho





Oração de Santo Agostinho em tempo de Qualquer Atribulação


Amabilíssimo Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus, que do seio do eterno Pai Onipotente foste mandado para o mundo, para absolver pecados, remir aflitos, soltar encarcerados, congregar vagabundos, conduzir para sua Pátria os peregrinos, compadecer-vos dos verdadeiramente arrependidos consolar oprimidos e atribulados; Dignai-vos de absolver e livrar a mim N. criatura vossa, da aflição e atribulação em que me vejo. Porque Vós recebestes de Deus Padre todo poderoso o gênero humano para comprastes o paraíso com o vosso precioso sangue estabelecendo uma inteira paz entre os anjos e os homens.

Assim pois, dignai-Vos Senhor, introduzir e confirmar uma perfeita concórdia entre mim e os meus inimigos , e fazer que sobre mim resplandeça a vossa paz, vossa graça e vossa misericórdia, mitigando e extinguindo-se todo ódio e furor que contra mim tiveram os meus adversários, como praticastes com Esaú, tirando toda a aversão que tinha contra seu irmão Jacó.

Estendei Senhor Jesus Cristo, sobre mim criatura vossa, o vosso braço e a vossa graça e dignai-vos de livrar-me de todos que têm ódio, como livrastes a Abraão da mão dos Caldeus e seu filho Isaac da consumação do sacrifício; a José, da tirania dos seus irmãos; a Noé do dilúvio universal; a Jó do incêndio de Sodoma ; Moisés e Abraão, vossos servos e ao povo de Israel do poder de faraó e da escravidão do Egito; a David, das mãos de Saul e do gigante Golias; a Suzana do crime e testemunho falso; a Judith, do soberbo e impuro Holofernes; a Daniel, do lago dos leões; aos três mancebos Sidrah, Misael e Abdenago da fornalha ardente; a Jonas do ventre da baleia; a filha da Cananéia, da vexação do demônio; a Adão da pena do inferno; a Pedro das ondas do mar e a Paulo, das prisões do cárcere.



Ó Amabilíssimo Senhor Jesus Cristo, filho de Deus vivo, atendei também a esta vossa criatura, vinde com presteza em meu socorro; pela vossa Encarnação; pelo vosso nascimento, pelos trabalhos e aflições, pelos encarneos e bofetadas, pelos açoites, coroa de espinhos, pelos cravos, fel e vinagre; pela cruel morte que por mim padecestes; pela lança que atravessou vosso peito e pelas sete palavras que na cruz dissestes: primeiramente “PAI perdoa-lhes, que porque não sabem o que fazem”; depois ao bom ladrão que estava convosco crucificado: DIGO-TE que na verdade “hoje estarás Comigo no paraíso”; depois ao mesmo Pai: “MEU DEUS, MEU DEUS, porque me desamparaste”; depois a vossa mãe; Eis aí o teu filho; depois ao discípulo: Eis aí tua mãe; mostrando que cuidavas dos vossos amigos. Depois dissestes: “Tenho sede”, porque desejavas a nossa salvação e das almas santas que estavam no limbo. Dissestes depois ao vosso Pai: Nas nossas mãos encomendo o meu espírito. E por último exclamastes, dizendo: Tudo está consumado, porque estavam concluídos todos os vossos trabalhos e todas as dores.

Rogo-Vos pois, por todas estas coisas e pela vossa descida ao limbo, pela vossa ressurreição gloriosa, pelas freqüentes consolações que destes aos vossos discípulos, pela vossa ascenção, pela vinda do Espírito Santo, pelo tremendo dia do juízo, como também por todos os benefícios que tenho recebido da vossa bondade (porque Vós me criastes do nada, Vós me remistes, Vós me concedestes a vossa santa fé, Vós me fortalecestes contra a tentação do demônio e me prometeste a vida eterna); por tudo isto, Redentor, meu Senhor Jesus Cristo, humildemente vos peço que agora e sempre me defendais do maligno adversário e de todos os perigos; para que depois da presente vida mereça gozar na bemaventurança vossa divina presença. Sim, meu Deus e meu Senhor, compadecei-vos de mim miserável criatura, em todos os dias da minha vida. Ò Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, compadecei-vos de mim N. Criatura vossa e mandai para o meu socorro o vosso São Miguel Arcanjo que me guarde e me defenda de todos os meus inimigos carnais e espirituais, visíveis e invisíveis. E vós, Miguel santo, arcanjo de Cristo, defendei-me na última batalha, para que me salve no tremendo juízo. Arcanjo de Cristo, Miguel Santo, rogo-vos pela graça que merecestes e por Nosso Senhor Jesus Cristo, que me livreis de todo o mal, e do último perigo na última hora da morte. S. Miguel, S. Gabriel, S.Rafael e todos os outros Anjos e Arcanjos de DEUS, socorrei esta criatura miserável. Rogo-vos humildemente que me presteis o vosso auxílio para que nenhum inimigo me possa causar dano tanto no caminho como no fogo, ou velando ou dormindo, ou falando ou calando, tanto na vida como na morte.

Eis a + (cruz) do Senhor, fugí adversos inimigos. Venceu o leão da tribo de Judá descendente de Davi, ALELUIA.

Salvador do mundo salvai-me, Salvador do mundo ajudai-me. Vós que pelo o vosso sangue e pela vossa cruz me remistes, salvai-me e defendei-me hoje e todo o tempo.

Agios Teos + Agios Ischiros + Agios Atanatos + Eliseus imas Deus Santus + Deus forte + Deus Imortal + tende misericórdia de nós.

Cruz de Cristo + Salvai-me, Cruz de Cristo + protegei-me. Em nome do Padre + e do Filho + e do Espírito Santo + AMÉM.





Fotos: Acervo particular




domingo, 12 de junho de 2011

O QUE ESTÁ FALTANDO NO TEXTO?

O QUE ESTÁ FALTANDO NO TEXTO ABAIXO?





Ilustração


Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer de tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isso fosse mero ovo de Colombo.


Desde que se tente sem se pôr inibido pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.


Trechos difíceis se resolvem com sinónimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", o mesmo que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.


Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objetivo escolhido, sem impedimento. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?


Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messes de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisne e de condores.


Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.




Mário Ferreira e o búfalo

(montagem no photoshop)


Descobriu?


Então aqui vai a resposta...


Não tem a letra "A" em nenhum lugar do texto!



OBS: Desconheço o autor.



Montagem no photoshop: Francisco Roberto Ferreira

sexta-feira, 6 de maio de 2011

ANTES QUE O TEMPO DESTRUA A LEMBRANÇA



ANTES QUE O TEMPO DESTRUA A LEMBRANÇA







Bartholomeu Theotônio de Medeiros, nasceu em Santa Luzia do Sabugy em 18 de fevereiro de 1918. Filho de Manuel Emiliano de Medeiros e Luzia Dalila Araújo de Medeiros, e foi criado por seus tios: Francisco Leandro de Medeiros, irmão de seu pai, e Gertrudes de Jesus Araújo Medeiros, irmã de sua mãe. Casou com Criseudes Nóbrega de Medeiros com quem teve dez filhos.


Atuou, durante muito tempo, como rábula, na cidade de Santa Luzia. Conciliou pendências e defendeu direitos. Nunca acusou ninguém.


Por sua facilidade em expressar-se e escrever bem, quase sempre era escolhido, para saudar alguém aqui e fazer um discurso ali.


O conteúdo deste livro faz referência a fatos que contribuíram para o desenvolvimento da cidade de Santa Luzia, como a fundação de Escolas, Clubes de Futebol, Igrejas e outros que extrapolam os nossos limites.


O autor faz referências a pessoas conhecidas, amigos, familiares, como também ficará sabedor de fatos atinentes ao desenvolvimento da nossa cidade e de alguns outros que tiveram influência na história do nosso pais.



Neste livro, o autor registra dados históricos do começo, vila e cidade, famílias e desenvolvimento.


Fatos vivenciados ao longo de sua vida, outros colhidos aleatoriamente da memória e resgatados de escritos cuidadosamente guardados.


Nos cinco primeiros capítulos, o autor transcreve relatos de figuras que, pela sua singularidade e grandeza, merecem ser homenageadas.


Nos capítulos seguintes, relatos de sua memória e documentados em fotos como: Chegada da Luz Elétrica com a instalação da Usina de Beneficiamento de Algodão da Firma Pinto Alves & Cia, Banda de Música e seu Histórico. Esportes com a fundação do Sabugy e do Borborema Futebol Clube, Primeiros Campos (locais) de futebol e fotos de nossos primeiros jogadores. Inauguração do campo com o empate entre Sabugy e uma representação de Caicó - RN. O pronunciamento que o autor fez, quando o Sabugy jogou contra o Ibis de Cajazeiras.

Outros fatos que o autor cita sobre a cidade de Santa Luzia, está a Feira de Gado, o Aquartelamento do 29º BC na Revolução de 30, além de fotos da arregimentação de voluntários à causa da revolução.

Pronunciamentos feitos em algumas oportunidades como: Aposição do retrato do Dr. Silvino Cabral da Nóbrega (Dr. Nino), homenagens a Frei Damião e à chegada da imagem de Santa Luzia em 1970 (restauração) e algumas poesias.


Autor: Bartolomeu Theotônio de Medeiros

Capa: Flávio Tavares e Roosevelt Wanderley

Gráfica e Editora Mangabeira Ltda. João Pessoa - PB, 2008.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"SANTA LUZIA - A TERRA DOS PRACINHAS"




"Santa Luzia - Terra dos Pracinhas"


Com esse slogan, um grupo de cidadãos de Santa Luzia vem articulando o resgate da memória dos seus filhos. Combatentes e Pracinhas que por ocasião da Segunda Guerra Mundial (1942 - 1945) integraram as fileiras da Força Expedicionária Brasileira - FEB, dentro e fora do território Nacional. A Santa Luzia do Sabugi de então era acrescida dos Municípios de Junco do Seridó, São José do Sabugi, São Mamede e Várzea.


O número de combatentes de Santa Luzia do Sabugi que participaram desse episódio foi de 28 homens, proporcionalmente o maior contingente em relação a outras cidades brasileiras. Esse fato histórico, um motivo de muito orgulho para todos nós, notabilizou nossa cidade perante o Estado da Paraíba, a Nação Brasileira e o mundo como "A Terra dos Pracinhas".






Maquete do monumento aos Pracinhas.



Projeto de Aderaldo Ferreira



Convidamos a todos os cidadãos de Santa Luzia, e demais municípios integrantes do atual território compreendido pelo Vale do Sabugi - Junco do Seridó, São José do Sabugi, São Mamede e Várzea a participarem dessa empreitada, seja individualmente e/ou através das suas instituições.


Participe desta ideia! Juntos seremos sempre fortes!


Texto: Paulo M. Ferreira Araújo - ONG. Café Cultural Santa Luzia.


Membro da Comissão Organizadora - Santa Luzia, 23/04/2011







quarta-feira, 20 de abril de 2011

Homenagem ao Amigo Arthur





Parabenizando Manoel Luiz da Costa, mas conecido por Arthur



Arthur completou 89 anos nesse mês de abril de 2009.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Conversa de Doido




Conversa de Doido






Transcrição da conversa entre André e Matheus (netos de Mário Ferreira) no Facebook.



Foto 1 - André



Foto 2 - Matheus









André - opa!!! Cadê tu?



Matheus - fui levar o lixo lá embaixo.

André - será?

Matheus - minha mãe me obrigou

André - mainha tá aí??? Viva!

Matheus - a Jéssica não sabia que era você

André - mas quem é Jéssica? Irmã de Aline???

Matheus - quem é Aline???

André - cacilds! Estou falando com Matheus? Esse Facebook ta dando pau. Se não for Matheus, perdão pelo chat acima, identififique-se!

Matheus - sou eu mesmo

André - duvido. O que ocorreu 2° feira passada?

Matheus - sei lá

André - pois bem, num é Matheus. Ufa.

Matheus - é eu.

André - calma lá. Sua mãe é Adel?

Matheus - sim.

André - HAHAHAHAHAHAHA MATHEUS!!! Meu primo!!! tava confundindo com nosso outro primo Matheus também. Agora faz sentido!

Matheus - pois é

André - Jéssica sua irmã!!! Hehehehe. Meu Deus. Isso que dá num colocar foto de rosto no facebook. Eu achei que era o outro!

Matheus - nun quero

André - tá certo. E aí, tudo bem?

Matheus - tá

André - já chegou da escola??? Que horas são aí?

Matheus - faz tempo

André - que delícia! E Jéssica, cadê ela?

Matheus - estudo de manhã, já é noite. A Jéssica ta jantando, minha mãe tá mandando eu ir jantar.

André - mande um beijo pra ela! E vá jantar!

Matheus - depois agente conversa de novo.

André - tá.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ORIGEM DA FAMÍLIA AMÂNCIO


A ORIGEM DA FAMÍLIA AMÂNCIO

O NOSSO LIVRO


Ao escrever esse livro, não houve a intenção de fazer uma obra literária, mas deixar para os descendentes, a origem da família Amâncio.

José Amâncio de Lima, cidadão honrado, pai exemplar. Previdente que era, sentindo que a sociedade tendia a se transformar no mundo da indiferença em que vivemos, quis deixar para seus filhos um estimulo - que não desaparecessem entre os seus laços de amizade que unem as famílias de uma mesma origem. Acredito ter esse seu maior objetivo.

Homem sábio, dedicado à boa leitura, sentia preocupação com a sociedade, idealizava uma forma mais justa de administrar a nação brasileira. Certa vez, ele me disse: - Inacinha, o Comunismo, no seu verdadeiro sentido, é a forma mais justa de governar. Jesus Cristo foi comunista.

Não foi um excêntrico, seu Zé Amâncio. Prestou ajuda a vários estudantes, facilitou meios de vida para amigos mais pobres, abriu caminho para os transportes coletivos em Santa Luzia, acolheu muitos em sua casa, de forma modesta, sem vanglória.


Prefacio de Inácia Meira.



Escrito por: José Amâncio de Lima e Maria de Lourdes Lima da Nóbrega


Impresso nas Oficinas Gráficas da A União - Sup. de Imprensa e Editora.

João Pessoa - Paraíba - 1996